5 práticas esquisitas em marketing digital que você deve evitar 

[ tony ]

| profi |

Ir para o lugar que você gosta é maravilhoso, né?

E encontrar quem tem comportamentos esquisitos acaba deixando o rolê um tanto menos divertido. 

Na maior festa que fazemos parte – as mídias sociais – é a mesma coisa. É super bacana investir um tempinho da nossa vida e da vida das nossas marcas [pessoais ou corporativas], o que corresponde à vestir a melhor roupa que tem pra ir pra festa. 

Só que também ali, não rola de ficar parecendo o esquisitão, nem por posicionamento. Nada de virar um desconvidado do que é bacana, e presta atenção nos pontos a seguir! 

 

Evite estes erros em marketing digital na gestão da sua marca:

🎲 Uso errado das ferramentas de e-mail;

🎲 Exagero de conteúdo;

🎲Perder a essência do uso das mídias – o relacionamento;

🎲 Muito teaser, pouco trailer 

🎲 Spam (ou quase) nos apps de mensagem.

 

1 – Uso errado das ferramentas de e-mail

O e-mail ainda é a ferramenta digital mais poderosa para vendas e relacionamento. Por isso, muito cuidado ao criar um sistema de captura que se transforme numa mentira. 

Quantas caixas de “insira seu e-mail” lindinhas estão a solta pela internet com o batido “não se preocupe, odiamos spam tanto quanto você”? Centenas de milhares.

Eis que você [pense que neste “você”, pode estar o seu cliente] arrisca e coloca seu endereço lá. Aperta ok e “ok, agora não visito mais”. Aí começa com o “confirme sua inscrição”. Mais um “obrigado por confirmar sua inscrição”. Beleza, processo de validação, tudo ok.

E vem o e-mail com um conteúdo que é 5% valor e 95% ofertas. Você pensa “ok, todo mundo vende mesmo, é só deletar”. 

O segundo e-mail, mesma trilha. E ainda repete o que estava no e-mail anterior. No terceiro, replay. 

Isso até parece uma excelente estratégia de marketing digital né? Contudo, é panfletagem virtual, pra qual você deu ok, inclusive. O seu cliente também deu, só que na hora de comprar, ele vai deixar esse ok pra lá. 

Afinal, isto tem zero diferença pra SPAM. Repetir uma mesma oferta inúmeras vezes sem flexionar o valor que entrega com isso, é uma repetição vaga, pobre e ruim. 

Acredite: a maioria das atitudes que te irritam nas mídias sociais, também irritam o seu cliente. Que tal não fazer isso com ele?

 

2 – A vida não é só conteúdo. Dispense o exagero! 

O quão esquisito é quando toda e qualquer coisa da vida vira um produto ou lição? 

Algumas marcas pessoais e pessoas viram Kardashians Polishopeiros Imãs de Curtidas. Você também conhece uma assim, pessoa que tem pra toda e qualquer atividade da vida:

▶ livro, filme ou série que consumiu,

▶ férias, descanso, superexposição de filhos, 

▶ parentes e terceiros (colegas de trabalho, pessoas em situações sociais complicadas, desconhecidos que emocionam) sem condições de regular sua privacidade;

Uma história épica pra contar e que aquece os corações virtualizados de quem só se expõe à um dia a dia negativo e precisa desses contos de fadas que vão do nada a lugar nenhum.

Contação de histórias [storytelling] não é ferramenta para novelizar a vida ou a sua marca. A repetição de um modelo naqueles temas é danosa para o entendimento de como as mídias e redes podem ser usadas, e pra percepção particular de presença virtual. 

Seja como o Forrest Gump: conte histórias que façam sentido.

Constrói uma ideia temerosa de que só se é bom, feliz, bem sucedido, alguém na fila do pão, quando atinge um número X de conexões, interações, seguidores, curtidas, e qualquer outra coisa que não mudem o status dos boletos para “pago”. Ou que marca boa é só aquela que já atingiu um número grande demais de seguidores. 

Dá a entender que a vida só funciona se puder ser transformada numa jornada de conteúdo. Quando o conteúdo mais relevante que produzimos em nossa jornada [e na jornada das marcas da nossa ideia ou negócio] é tudo que permita a construção de nossa melhor versão.

 

3 – Se as mídias são para relacionamento, nada de reclamar que as pessoas querem se relacionar demais com você / sua marca.

Vendas nada mais são que uma relação comercial. Relações comerciais são feitas com relacionamentos, e as mídias sociais são as ferramentas melhor desenhadas para este objetivo. 

Então, se você desenha sua marca / ideia / negócio para ser um influenciador, reclamar que influencia demais é um porre. Não faz sentido…

Veja o caso do Marcelo:

📯 Marcelo encontra um tema bom de público, e começa a falar para esta persona;

📯 Constrói sua audiência como dá pra ser: de publicação em publicação, compartilhamento em compartilhamento, de resposta por resposta para todo mundo que compra a ideia, de “spam em spam” lá na caixa de mensagens;

📯 Ganha alguma validação, seja da própria rede em maior destaque, seja externa [ou de um grupo que se auto-valida e assim faz um bloco de gente na rede];

📯 A rede expande e o meio de compartilhar segue igual. 

📯 De repente: “ai, não dá pra responder todo mundo”, “ai, que saco me cobrar”, “ai, eu sou humano também”, “as pessoas são complicadas”. 

Dá pra entender? Marcelo escolheu, por livre e espontânea vontade se expor e fazer dinheiro com essa exposição, começou humilde, conversando com todo mundo que lhe deu atenção, e tão logo subiu nos degraus do “nada” que é a reputação digital, passou a ser apenas um catioro que faz piruetas e fica esperando pelo biscoitinho. Aí quando o biscoitinho vem com um “bom catioro, mas ih ó lá, não abana o rabo. Será que abana?”, começa a morder. 

Será que é uma vaidade pra qual realmente valha a pena bater palma, ou colocar essa pessoa como alguém de alguma forma melhor do que você, quando talvez ela apenas seja menos tímida [ou mais carente de atenção]?

Troque você por “sua marca” e faça a mesma reflexão: tem lógica vir pra festa, pegar o microfone pra fazer um discurso [afinal precisava aparecer] e depois se incomodar que as pessoas querem outras formas daquilo que você falou?

Por isso, cuidado com alguns influenciadores e/ou quando sua marca tornar-se uma.

 

4 – Criar um eterno estado de teaser para levar a mesma audiência para canais diferentes. 

Lê meu negócio aqui, mas pra terminar, vai pra outra rede.  

Na outra rede, vê meu vídeo, mas ele termina lá na outra rede.  

Na terceira rede, me segue lá na 1ª rede onde comecei a te guiar pra outros lugares… 

Levar a mesma audiência para canais diferentes é uma estratégia a se considerar na construção de público. Mas este formato acima é a melhor forma de fazer? 

Te respondo com mais uma pergunta: qual é a lógica de, numa sociedade que adora se orgulhar de não ter tempo, fazer a pessoa ter uma jornada longa para essa autopromoção?

E o pior: esse passeio todo em troca de um conteúdo nem sempre novo [no sentido de não ser um replay do que já foi dito noutra rede] e provavelmente fraco [pois é feita a troca da força da visibilidade pela vaidade de métricas vazias]? 

Lembre-se: cada rede tem a sua particularidade e, bem, o seu público. Por isso, nem tudo que é fotografado pro instagram pode ser legendado da mesma forma no Linkedin, por exemplo. A foto pode até ser a mesma, mas a mensagem precisa ter outra construção. 

 

5 – O app de mensagem como um novo e-mail marketing. 

A tentação de estar ainda mais à mão do cliente ao ter seu número de telefone e mandar uma mensagem pelo app de conversas é grande e constante. 

E o recurso de transmissão foi desenhado justamente pra você falar com várias pessoas a mesma coisa. Se você gosta de mensagens padronizadas, maravilha. Aposto que, assim como você, seu cliente também gosta de parecer único. 

Por isso, cuidado. Seja como marca pessoal ou corporativa, só use transmissões quando tiver algo importante para dizer e que precise ser dito de uma forma só.

Como marca corporativa, prefira separar seus clientes por um critério que faça o mínimo de sentido: produto que mais consomem, recorrência de serviço, localidade, etc. 

Para marcas pessoais, participar de grupos profissionais e/ou de networking que viram super listas de spam, onde as pessoas não interagem, só compartilham seus links, desesperadas por mais um like, é complicado. 

Especialmente pela incoerência da reunião de pessoas que dizem não ter tempo pra ficar usando grupos, mas pra fazer transmissão tem. Esquisito, né?  Pedem pras pessoas num lugar de interação, justamente o que não fazem: interagir.

Presta atenção se você não anda se comportando assim 😉  

 

Conclusão: festa boa é onde se diverte e conhece gente nova, deixando outras pessoas conhecerem você.

No rolê de ser relevante no mercado, melancia na cabeça é engraçado num primeiro momento, mas constrangedor pra sempre.

Sua marca pessoal ou corporativa tem que ser pensada sempre como um ativo de valor.

💎 Valor para você: a satisfação em fazer algo que gosta / tem habilidade e obter retorno sentimental e financeiro;

💎 Valor para o seu cliente: o produto o serviço que entrega é uma proposta que o público gosta de ter cumprida, a vida dele fica melhor ao consumir do que você faz;

💎 Valor para o mercado: sua diferenciação faz a concorrência correr atrás, seu formato traz novos olhares para a sua área de atuação e para áreas relacionadas, e a prosperidade transforma-se em case de sucesso.

E valor – positivo – é construído quando a entrega da sua promessa em qualidade. E a comunicação dessa promessa é humana, realista, sem SPAM, em canal algum. Sem a perda do sentimento de troca [além da troca comercial, a troca humana]. Sem pensar que as mesmas pessoas precisam estar em todos os locais que você está, ainda que você escolha estar nos mesmos locais onde elas estão. 

As mídias sociais são ferramentas poderosíssimas de negócio, quando utilizadas com as táticas de marketing mais condizentes com quem quer fazer dar certo, e atingir tudo que sonha. Fazer como todo mundo faz te leva pros mesmos locais onde estão. E festa cheia e sem graça, só quem ainda não saiu dela é que gosta. 

 

Eu sou o Tony, e tudo que comunica eu faço.

Curtiu o texto? Considere me achar lá na festa online: dia sim dia não no instagram, e todos os dias no linkedin. Será um prazer conversar contigo 😉