Criatividade: a soft skill que o seu trabalho precisa para virar todo tipo de emprego que você quiser ter

Como um guri esperando pela recompensa, acompanhei a minha mãe e a minha irmã na igreja que tinha a 49 passos de casa [sim, eu contei].

Sábado à tarde, aqueles dias de Curitiba na primavera perto-do-verão.

Clima abafado, céu cinza, e a dúvida se o calor seguiria para chuva, ou se cairia pela metade para um domingo atípico.

Sentados nas cadeiras de plástico e meio recostados na parede do galpão, pegamos 10 cartelas e punhados de milho de pipoca.

E começamos a acompanhar os números com aquela atenção de quem sentou diante da tv esperando o sorteio da mega da virada.

Conquistar um emprego, algumas vezes, é como um bingo.

Nos inúmeros conteúdos online e tema cotidiano de pauta em redes focadas aos aspectos profissionais como o Linkedin, existem 9 temas que são como a cartela desse bingo – “é só” cumprir que a sua empregabilidade [cor, cof] trabalhabilidade estará garantida.

São elas:

💠 Multidisciplinaridade
💠 Empatia
💠 Soft skills
💠 Visão estratégica
💠 Inovação
💠 Boa comunicação
💠 Flexibilidade / resiliência
💠 Visão de dono
💠 E o bônus.

 

Qual é o bônus?

A criatividade. Bem conversado, estes 8 assuntos são apenas jeitos mais bonitos de falar sobre criatividade.

Criatividade para fazer parte de um time e evoluir, pra si e em prol dos resultados que você foi c.o.l.o.c.a.d.o. para entregar.

Um grande sinal da evolução é a empatia com a qual você lida com tudo, e a qualidade da comunicação que existe ali.

 

Criatividade para estar disposto a aprender.

Se de forma pontual,  são as soft-skills.

Se de forma mais profunda, são as multidisciplinaridades que farão de você um profissional T.

 

Criatividade para manter girando os pratos certos.

A resiliência para lidar com várias coisas difíceis.

A flexibilidade que deixa o essencial e o prioritário funcionando.

E a visão estratégica para delegar o que não te pertence.

Driblar o “ninho-de-cobrismo” do mundo corporativo que é um microcosmo da vida, onde muita gente crê que só se é melhor se o outro for menor/pior.

Fazer mais com menos ou o que ainda não existia naquele ambiente? Inovação.

Criatividade para ter a visão de dono, que significa duas coisas:

[1] vestir a camisa da empresa até ficar apertada [e você tornar-se claramente/diretamente substituível]…

[2] … ou lembrar que sim, você é dono. Dono do seu ativo mais valioso: o tempo. Ao ser empregado, você está empreendendo como vendedor das suas horas, por um preço fixo, cuja entrega se dá a partir de suas habilidades.

 

Então, o que você pode fazer para ser mais criativo?

Consumir conteúdos fora do comum, em lugares fora do comum.

Vê novela da Globo? Veja uma da Record, repare nas atuações, nos cenários, se dá pra entender a história ou não.

Assiste jornal só na Band? Assiste o da TV Cultura, vai que a mesma informação tem outro entendimento?

Menos do que você faz sempre e reclama, mais de novas coisas em outros locais.

Ouve a mesma rádio pra ir e voltar do trabalho? Escolha uma completamente aleatória pra ouvir.

Gosta de um assunto e consome ele no youtube? Procura outro canal que fale do mesmo tema, e veja um conteúdo que você já conhece, para ter outro ponto de vista.

Abraçar com todas as forças aquilo que te concentra.

Pra mim, funcionam música [com ou sem fone de ouvido] e um monitor que ocupe completamente meu campo de visão.

Pensa no que funciona pra você e coloca em prática.

Dar o combustível certo para a máquina criativa: assim como sua constituição total, a cabeça só gosta de coisa boa.

Aceitar a [des]organização, respirar fundo, consumir alimentos que funcionem como recompensas, um período de hábitos positivos  [diários ou semanais] que sejam ao máximo desconectados do seu cotidiano de trabalho.

Praticar, publicamente ou não.

Stories só pra você, escrever num bloco de notas, um grupo consigo mesmo no whats onde você grave suas ideias, ou pra @ colega de confiança que também queira exercitar o fluxo de ideias.

Pra quem está empregado, é uma forma de estimular a interação com colegas.

Pra quem não está, é mais uma atividade para te inspirar a buscar as soft-skills que te façam sentido, pessoal e profissionalmente.

BINGO! BINGO! BINGOOO!

Você evolui e busca a sua melhor versão.

E provavelmente passe a entender que seu desenvolvimento não gera a sua empregabilidade, mas sim a sua trabalhabilidade.

Emprego garante 1 estabilidade artificial, jogar o jogo da vida nas regras comuns: batalhar por ter posses e viver depois, não o oposto.

Trabalho já é sentar todo dia na ponta da cadeira e se [pre]ocupar, conforme o viés: positivo, sobre como evoluir, na vida e carreira.

Negativo, em não perder ou modificar d+ o modelo.

É tratar o emprego como empreendimento: vender horas num contrato. Também pra jogar nas regras, ou fazer a vida noutro patamar de sentido.

Isso faz empregabilidade soar falso, pois é o conflito que vejo nos profissionais que leio e convivo, on e offline: 1 batalhão de qualificados sem acessar vagas que são escritas sugerindo que o preço das suas qualificações são insuficientes ou inadequadas ao valor que se pagará por elas.

Já trabalho tem pra quem tenta. Pode não ser dentro dos rótulos sociais, mas é trabalho, bastando encontrar qual vai entregar retorno.

E pensando na criatividade com as 9 formas acima ou simplesmente abraçando seu poder de associação de ideias, você amplia suas ferramentas pessoais para tentar – e conseguir – o que realmente pretender.

Ah, depois do bingo lá na igreja veio a recompensa sim: pastel daqueles grandes, que enchem um prato, fritos na hora.

E acompanhados de coca-cola de 1 litro, da garrafa de vidro [incrivelmente mais saborosa que qualquer outro envase], tornaram aquele e muitos finais de semana em família mais completos.

Minha mãe já foi dessa pra outro plano – espero que lá tenha bingo – e meus finais de semana seguem felizes =).

E espero que, com esse texto, seus projetos também partam desse para outro plano: um que garanta o seu próximo sucesso profissional.

Eu sou o Tony, e tudo que comunica eu faço.