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@tonykarlos

Design custa pouco. Caro é não usar.

É simples assim: design custa pouco, muito pouco. Caro, caríssimo, é não usar.

Muito mais do que uma frase bonitinha, é o que eu vejo e vivo, desde 2004, com o meu trabalho.

De negócios que já nasceram prósperos, aos que tinham tudo e fecharam com nada, é uma observação que você também vive, sente e escolhe consumir.

Um padrão que algumas vezes não sabemos expressar, porém escolhemos organicamente.

Tudo que você não sabe explicar por que gosta, tem design envolvido.

Pensa no seu celular.

Na peça de roupa que você escolhe quando quer se sentir bem.

Num lugar pra comer que você ama, independendo o ticket médio pra comer lá.

E tudo que você nem pensa sobre como funciona / serve / se encaixa nos seus dias e na sua vida.

Em algum ponto, cada uma dessas escolhas foi influenciada por algo visual que você processou antes de racionalizá-las. Isso é design funcionando.

E funciona exatamente da mesma forma para quem está do outro lado do balcão, do site, do cartão de visita, do orçamento, quando o assunto é o seu negócio.

A percepção de valor começa antes de qualquer argumento verbal.

Quando um negócio comunica mal visualmente, com:

  • logo genérica / malfeita com (ou sem) IA,
  • materiais sem consistência, nem continuidade,
  • identidade que poderia ser de qualquer empresa,
  • e mensagens absolutamente inexpressivas,

ele já começa a conversa em desvantagem.

Não porque o cliente vai pensar ‘ui, que logo feia’.

Mas, algo sutil diz: ‘esse não parece tão sério’.

Você também sabe qual é esse sentimento… mas esquece dele quando é a sua vez de fazer bem-feito.

O cálculo subestimado, que transforma “o que cabe no meu bolso agora” em transtorno por muito tempo

É completamente normal tomar um susto com orçamentos.

Ter na cabeça um valor que pode gastar com marketing e design, e ver que alguns profissionais cobram muito a mais do que você estava esperando.

E que existe uma variação grande de preços para “o mesmo trabalho”.

(é curioso que isso existe em todos os serviços, mas em marketing e design há um susto muito maior)

A conta burra, e o que vem com ela

  1. Calcular o preço de um serviço de marketing e design com o dinheiro que se tem no bolso agora;
  2. Escolher a opção mais barata, sem pensar que isso vai representar, por muitos anos, a imagem do que você quer que traga um retorno para a sua vida.
  3. E fazer o mais barato.

O primeiro custo adicional é o do retrabalho.

Identidade feita às pressas ou sem processo vira, em algum momento, identidade para refazer.

E refazer uma marca que já foi ao mercado, que já está impressa em papelaria, que já apareceu em redes sociais, custa mais do que teria custado fazer direito da primeira vez.

O segundo custo adicional (aquele que geralmente colocamos a culpa nos impostos, no governo, nos concorrentes, no clima, e em tudo o mais) é o mais perigoso:

  • O dos clientes que não chegaram;
  • O orçamento que não fechou porque a apresentação não transmitia o mesmo nível do serviço oferecido;
  • A indicação que não veio porque a primeira impressão não sustentou a segunda;
  • A incapacidade de traduzir em tudo que você comunica, a promessa que você cumpre com o seu produto ou serviço.

Esses custos não aparecem em nota fiscal nenhuma, daí ser fácil ignorá-los. Só doem quando você vê alguém pior do que você, um pouco mais bem apresentável, ganhando mais dinheiro.

Visual bonito é coisa de concurso de modelo amador. O assunto é mais simples (o que não quer dizer simplório)

Design é comunicação.

A função de uma identidade visual não é ser bonita, e sim coerente com o que o negócio entrega.

É fazer com que a pessoa certa reconheça, antes de qualquer palavra, que aquilo foi feito para ela.

As atuais grandes marcas do mercado têm isso. As próximas grandes marcas, constroem isso.

E como fazer do jeito certo?

Uma identidade bem desenvolvida tem um caminho antes do arquivo.

Tem perguntas sobre o que você faz, o que você vende (acredite: são coisas diferentes), marcas que você admira, e o que espera construir a partir disso.

O produto visual final é consequência disso, não o ponto de partida.

Quando esse processo é feito de forma amadora, ou até mesmo ignorado (ou substituído por um prompt genérico), o resultado é uma marca que parece boa, mas não trabalha.

Fica bonita na tela, mas não gera reconhecimento, nem reforça a proposta, muito menos desperta algo num cliente potencial.

E qual é a conta certa para fazer na hora de comprar um material de design gráfico?

  • Busque mais de uma opção de orçamento;
  • Quando pensar em design de marcas, a conta que você tem que fazer não é de quanto você paga neste momento, e sim de quantos anos você espera usar a mesma marca. Divida o valor do orçamento pelo número de meses que você imaginou. É aí que você sabe qual é o valor que você tá pensando em pagar.
  • Para os demais trabalhos de design: qual é o valor da sua hora de trabalho e quanto é a hora média de retorno do seu negócio. Divida por quantos meses / vezes você vai usar este material. E avalie se a qualidade do que você está contratando se alinha com a ideia de agregar valor à sua hora de trabalho / de retorno do seu negócio.

Subir de nível não precisa ser de uma vez

Todo bom material de design já te agrega valor de primeira.

É por isso que você não precisa investir em tudo de uma só vez.

Comece pelo que é mais imprescindível para que as pessoas vejam a sua promessa, e escolham você e não um concorrente.

Depois, avance para o que mostra a sua promessa em mais meios e locais. Um material por vez, até que chegue a hora da profissionalização total e colocar um profissional específico ou um departamento inteiro pra cuidar disso pra sua empresa.

O que não funciona é ficar no meio-termo:

  • logo profissional com materiais genéricos,
  • ou site parado no tempo,
  • mais redes sociais sem identidade.

A coerência entre os pontos de contato é o que faz o conjunto funcionar. Reforça uma atenção total que é o que cada cliente espera do seu serviço.

E que é exatamente o que você espera quando é você comprando ou contratando um produto ou serviço.

Quando tudo se encaixa, o cliente não precisa confiar só no que você diz. Ele já confiou antes de falar com você.

Você não precisa esperar o negócio crescer para investir em design. Na maioria dos casos, o design é parte do que faz um negócio crescer.

É por isso que design custa pouco.

Caro, caríssimo, é não usar.

Se você estiver prestes a apresentar o seu negócio para alguém, sente que o visual atual não representa mais o nível do que você entrega, e suspeita que as oportunidades estão passando por que a sua primeira impressão não entrega nada, vamos conversar.

Será um prazer fazer tudo que [você] comunica 👊🏽

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